ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sábado, 27 de agosto de 2016

AMANHEÇO EM SOLIDÃO



Amanheceu.
Tudo igual, nada mudou.
Ontem, como anteontem
foi vazio, foi frio,
como se eu fosse neve
tão somente neve .
O relógio desperta.
À janela aberta a brisa toca meu rosto
dando-me a falsa impressão de não estar sozinho.
Avisando que é hora de levantar e lembrar.
Sim, abrir os olhos a cada manhã
é mergulhar numa imensa escuridão.
Nas ruas pessoas pra lá e pra cá,
tal qual formigas no quintal
em busca da colocação, da compensação.
E eu, com o que vou me compensar?
Poesia no papel não é solução.
Aí digo um verso qualquer pra um tempo que já era:
Quem dera, menina, quem dera
que fosse outra vez primavera,
que nosso tempo voltasse pra valer
afugentando a solidão que como fera
devora o meu ser.
Anoiteceu...
Amanhã como hoje
vai ser vazio, vai ser frio.
Como o relógio, como a neve, como a brisa.
E eu terei que repetir mais uma vez:
Quem dera, menina, quem dera
que fosse outra vez primavera.
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 ( recordando um poema muito antigo,de 1985 se não me engano)
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( imagem google )

terça-feira, 23 de agosto de 2016

A VERDADE SOBRE AS FADAS.


De um lado do mundo, um menino que amava plantas e flores, ficava o tempo todo ao redor da mãe, cantarolando e cuidando do jardim e da horta, ele sentado na terra, empurrando o carrinho de madeira, parecia que se completavam naquele quintal. Ele também cuidava, pedia que ela o deixasse regar já que plantar ele ainda não sabia, evitava o jato d’água, fazia sempre o chuveirinho com a mangueira para não “machucar” as flores. Amava ver as borboletas e abelhinhas em torno delas, o beija-flor que vinha, sugava e partia feliz, deixando a flor igualmente satisfeita; sim, a flor e o beija-flor têm uma parceria de amor, são mútuos, ele se sacia de seu mel e ela adora ser sugada. Do outro lado do mundo, distante apenas geometricamente, mas próxima em sentimentos, uma menina praticamente vivia o mesmo cenário e mesma parceria com sua mãe. Era uma menina normal... pensando bem, não era uma menina normal, até gostava de bonecas, de brincar de casinha, de rezar, estudava, como todas as meninas... mas um dia ela deixou meio de lado tudo isso, e era sempre vista com uma flor na mão. Ao mesmo tempo, a mãe dava falta do algodão nas gavetas, e se perguntava: “Como está sumindo todo o algodão se nem ao menos usei uma vez sequer? E essa menina que deixou as bonecas e não larga as flores? ”. Nada demais nisso, flores são sempre agradáveis de pegar, cheirar, mas sobre o algodão era uma incógnita. Mães têm instintos, alguma coisa estava acontecendo com a filha, e passou a observá-la de longe. Um dia chegou caladinha por trás, pé ante pé, e viu a menina colocando tufinhos de algodão dentro das flores. Talvez fosse brigar, mas não brigou, pode ser que a delicadeza da cena a tenha tocado, e perguntou: “Filha, por que está colocando algodão dentro das flores? ”. Com simplicidade e ternura infantis, a garota respondeu: “Porque dentro das flores moram as fadinhas e lá dentro não tem travesseiro para elas”. Qual mãe não choraria após ouvir isso? Abraçou-a, chorando aquele choro bom por reconhecer a sensibilidade da filha. O tempo passa, dizem que as paralelas caminham lado a lado, mas um dia se encontram no infinito, isso é lei da física, até discutível, mas nas relações humanas isso é certeiro: um dia as paralelas se encontram. Dizem também que as borboletas são fadinhas, acho que são sim, deve ser por isso que elas ficam voando em volta das flores, com certeza cuidando das fadinhas que lá dentro estão. E quem sabe? Talvez aquela menina colocando algodão dentro das flores, fosse uma fadinha já evoluída, cuidando das fadinhas que ainda estavam por despertar.
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( imagem galeria.colorir.com )

domingo, 21 de agosto de 2016

O BRASIL ESTÁ CHEIO DE GENTE QUE VALE OURO!

GUERREIRO!




DIVA É ISSO!      






Ubaitaba na linguagem indígena que dizer: lugar das canoas. Bem apropriado o nome, é de lá o nosso canoísta, o guerreiro Izaquias. Nos esportes coletivos, principalmente futebol e vôlei sempre há muitos patrocínios, diferentemente da maioria dos esportes individuais, por isso é que chamo um rapaz como o Izaquias de guerreiro, pois para não ter um rim desde os dez anos de idade, treinar em pântanos, e sair de pires na mão pedindo ajuda dos comerciantes da pequena cidade, só mesmo para guerreiros. Outra igualmente guerreira é a judoca Rafaela Silva ( sobrenome mais brasileiro impossível), negra, de uma comunidade muito pobre e complicada no RJ, chamada Cidade de Deus: que nome bonito para uma comunidade, parece até ironia. Impossível não chorar junto com ela durante o Hino Nacional. Ela segurou até o fim, eu vi que ela segurava o choro, mas eu falei, baixinho: “Chora, chora, chora”. E ela não resistiu e chorou um choro bonito. Certa vez vi uma reportagem onde psicólogos tentavam explicar porque os vencedores choram quando alcançam seus objetivos. Ora, muito fácil, senhores psicólogos... o vencedor chora porque só ele sabe o que passou para chegar ali. As olimpíadas são um evento sensacional, não há coisa mais linda, mas além de parabenizar todos os atletas, principalmente brasileiros, eu destaco  esses dois guerreiros. O BRASIL ESTÁ CHEIO DE GENTE QUE VALE OURO!
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No futebol, parabéns ao goleiro Weverton que pegou o pênalti. Mas foi bom ver o Neymar chorando, sinal de que está comprometido, ele é uma referência para a criançada e tem que ter responsabilidade com isso, e comprometimento é um dos maiores exemplos que um ídolo pode dar.



sábado, 20 de agosto de 2016

SEREI EU UM GALÃ MEXICANO?


Ontem aconteceu uma coisa engraçada. Eu ligo a tevê e fico só ouvindo, mal mal vejo o jornal ou alguma partida de futebol, ligo mais como uma companhia mesmo, e vou fazendo as coisas. Eu estava fazendo um arroz gostosinho, cantarolando, e de repente a mulher da novela, disse: " Hummm... nada mais sensual do que homem que sabe cozinhar". Olhei para trás, estava o rosto dela, grande na tela "olhando pra mim" rs rs...  e eu respondi:  "Uai... então eu estou bem na fita". Pois é... pareço normal, mas eu falo sozinho rs rs.
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Aqui pra nós, como as mulheres das novelas mexicanas são bonitas! As novelas não são tão boas, mas só tem mulher bonita.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

SOPRANDO BEIJOS


Eu jogo beijos para você
como quem sopra bolinhas de sabão,
mas diferentemente das bolinhas que se perdem no espaço,
os beijos se alojam no seu coração.
O encontro se dá no topo do mundo
num elo, numa corrente, num abraço
que só alcança quem tem amor profundo.
Eu jogo beijos, você retribui,
e o amor flui
espalhando bolinhas de amor pelo ar
que cuidadosamente vamos guardar,
daí a pouco a gente repete,
e se mete a de novo brincar.
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( imagem pt.depositphotos.com )

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

O BOAIDEIRO ERRANTE - LEMBRANÇAS DE MEU PAI!





Algumas imagens não saem da cabeça da gente. Tenho uma imagem guardada desde minha tenra infância, e essa música que é uma pérola da nossa música de raiz ficou na minha memória também. Acho que eu tinha uns cinco anos, nos primeiros raios de sol, galo cantando no quintal, o radinho ligado passando essa música (na voz de outro cantor, original), minha mãe preparando uma iguaria de fubá, chamada de “fubá suado”, para meu pai levar para o trabalho, ele comia um pouco e colocava no bornal junto com a garrafa de café. Eu encostado na porta que dava para a  cozinha, minha mãe  se virando e dizendo: “Meu filho... acordado já? Tá muito cedo”. Ora, como dormir com aquele cheirinho gostoso de fubá suado e café, invadindo a casa toda? Ela colocava para mim no prato, me dava um bom gole de café, e quando eu terminava dizia: "Agora vá dormir  mais, ainda são 05:00h”. Meu pai saía, dizendo “Fica com Deus”, ela retribuía com “Amém, vá com Deus”. Eu achava aquela cena tão bonita. Eu ia deitar com a barriguinha cheia... e coração também, cheio de segurança, de certeza e fé.
FELIZ DIA DOS PAIS!