ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

A NATUREZA NA AVENIDA.


Nesse carnaval a natureza vai estar na avenida, ou melhor, nas avenidas de todo o Brasil e em boa parte do mundo. Vai ser homenageada? Vai ser tema de samba enredo? Não! Com olhos de poeta vejo a natureza na avenida, mas não a vejo feliz, vejo-a desfilando chorando. Ela vai estar nas fantasias enfeitadas de penas e plumas de pavão, avestruz e outras aves raras e exóticas... e em extinção. As sambistas vão estar radiantes em suas sandálias de couro de crocodilo, vai ter até colares feitos de marfim, e com certeza vão ser destaque na televisão, nas revistas de moda (que nojo), as revistas de fofoca darão grande ênfase sobre quem arrasou mais. Mas não tem problema não, na quarta-feira de cinzas, com muita ressaca, se sentindo realizados, todos deitarão sua consciência em travesseiros de penas de ganso. Aí a gente quer entender porque voltou a febre amarela, porque o zica vírus, porque a temperatura da terra sobe um grau a cada ano, porque os polos estão degelando, porque há furacão onde não havia, porque há seca onde chovia tanto. E ainda tem gente que diz que a culpa é de Deus. Sou contra o carnaval? Tirando a crise social, política e econômica, que é assunto para outro texto, não sou contra, mas há outras maneiras de se fazer a festa sem machucar ou matar os bichos. Isso vai mudar? Nunca, eu sei. Mas eu também nunca vou deixar de falar.
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( imagem renan lima )

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

INDEFINÍVEL


É tão forte o nó de abraço que a gente deu
que às vezes penso que sou você,
e você pensa que sou eu.
De repente a gente virou um.
Indefinível ...
é o amor que a gente faz
eu faminto, você voraz.
Só uma certeza eu sinto...
não é um amor comum,
pois transcende, extrapola, surpreende
e a gente se embola, se enrola, rola
e nossa cama se acende num fogo só.
Vem cá, me dá mais um abraço
me enlaça em suas pernas e braços
me prende de novo nesse nó.

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(RECORDANDO DE 2015)

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( imagem dreamstime.com )

sábado, 4 de fevereiro de 2017

OLÁ, MOÇO DO DISCO VOADOR...




Em 1974, Raul Seixas que tinha um senso crítico principalmente social, muito apurado,  gravou essa música como quem pedia socorro:  “Ô, moço do disco voador, me tira daqui, me leve embora, aqui está ruim demais”.  Elis Regina cantou: “Alô, alô, Marciano. Aqui quem fala é da terra pra variar estamos em guerra”. Não pensem que a música de Elis falava apenas de guerra armada, falava de várias guerras, inclusive a hipocrisia  é  uma delas. O Raul estava enganado, o caos é agora. Simplesmente as redes sociais estão me enojando cada vez mais, é claro que não é todo mundo, mas não dá para mais ler reportagens, abrir facebook, twitter, blogs etc. Quem tiver uma anteninha ligada vai saber do que estou  falando, também não vou ser claro porque não quero colocar mais uma pitada nessa confusão. Sobre discos voadores, tive três fases sobre acreditar ou não. Na primeira frase, nos anos 70/80,  infância e adolescência , eu acreditava que existiam, mas tinha um medo danado, pensava que eles viriam para dominar, destruir tudo, escravizar a gente e tudo o mais. Depois passei a desacreditar, pois estavam demorando demais para aparecer, caíram no meu descrédito. Hoje eu vivo a terceira fase, volto a acreditar, na esperança forte de que eles existam sim, que venham dar um jeito nesse “asteróide pequeno que todos chamam de  Terra”, como diz o Zé Ramalho. Por quê?  Porque não creio haver uma raça pior que a raça humana. Tirando raríssimas exceções eu não espero mais nada de positivo do ser humano. Foi Cristo quem disse: “Na casa de  meu Pai há muitas moradas”. Deve haver um lugar melhor. Então eu também estou lançando ao espaço o meu SOS, meu pedido de socorro para que alguma nave desça e me leve, pois, definitivamente eu penso que eu não sou daqui, às vezes penso que  fui deixado aqui por engano. Eu prefiro ser chamado de alienígena a ser chamado de alienado. E cá pra nós... esse mundo já passou da hora de acabar.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

RECITANDO - UM SOM PARA O MEU CORAÇÃO.


Eu quero um som para o meu coração
que me amanse
para que eu alcance
a plenitude da mais pura emoção.
Não quero farpas,
Quero a paz dos campos,
chamar de amigos os pirilampos
quero som de harpas embalando meu sono.
Não quero buzinas,
quero uma voz de menina
que sussurra, me alucina
e me tira do abandono.
Passarinhos na janela
me cantando que a vida é bela.
Não quero ira.
Quero toques de lira embalando cânticos
Quero dançar nas notas de violinos românticos.
Ah, quero nessa vida, só harmonia.
Se houver sinfonia, quero a nona de Beethoven.
Tcham, tcham, tcham, tcham
e vem mais uma emoção
meu íntimo guarda tudo
que meus ouvidos ouvem,
por isso quero ouvir algo bom
pode ser em qualquer tom,
mas que toque meu coração.

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(   https://youtu.be/btxg5BhYYh4 ) 

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Recordando e inaugurando meu canal de poesia no Youtube - Demorouuuuu hein, Carlos? Lá tem outros além desse, e farei ainda muitos outros mias

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

AMOR... CAFÉ... E POESIA!




O meu dia só começa depois que tomo café! Isso mesmo, com exclamação porque é quase uma regra para mim. E nem estou falando de mesa cheia daquelas guloseimas todas, eu preciso de um café preto, puro, quentinho, o resto pode ficar pra depois. Mas só tem uma coisa que antecede o café para abrir o dia: o amor. Repito: Somente o amor pode anteceder o café! Isso mesmo, com exclamação de novo porque aí o café fica até mais gostoso. AMOR... CAFÉ... E POESIA, trinca perfeita para abrir o dia. O amor aconteceu, o café ferveu, o poeta já bebeu. E a poesia? Está retratada na cama bagunçada, nos lençóis jogados no chão, no cabelo atrapalhado, na fronha molhada, há provas de poesia pelo quarto todo. A poesia aconteceu naquele momento... enquanto o amor se fazia. Depois o poeta apenas transpõe para o papel. Ai que café gostoso! Quero mais! Muito mais!
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( imagem imgrum - google )

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

OLHAI AS CRIANÇAS...


Hoje durante a caminhada aconteceu uma coisa engraçada e também sensacional, dessas que a gente guarda para sempre. Eu me acostumei a guardar essas coisas para mim. Uma mulher vinha de mãos dadas com o filhinho, um menino de uns quatro aninhos, bonitinho pra danar, iam para a praia. Cheio de letrinhas trocadas, ele disse:
- "Mamãe... eu já xei puquê que o mar é xalgado (salgado)".
Ela:
- "Sabe, meu amor? Fala para a mamãe então".
Ele respondeu:
- "Puquê todo mundo faz xixi dentro do mar". 

Eu que penso rápido, não perdi essa, e brinquei com ele.
- " Ahhhh, então é você que anda fazendo xixi no mar, né? ".
Ele ficou me olhando e rindo com carinha de vergonha, olhou para a mãe que também ria, e me respondeu.
- " Mais num é xó eu, não. É tooooodo mundo"- E abriu os braços dando dimensão ao que dizia. Eu me agachei e falei no ouvido dele:
- "Não conta pra ninguém... eu também faço". Aí mesmo que ele riu. 

Segui a caminhada, e quando olhei para trás, ele ainda me olhava. Mas nos poucos segundos quando estava de frente para ele, só eu sei como ele me olhou, me transmitiu aquilo que a gente não vê mais: pureza..
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O pensamento é: Para falar com as crianças, é preciso se igualar ao nível delas. Antes eu dizia, 'descer ao nível delas', mas o correto é: 'subir ao nível delas'... porque as crianças são puras, por isso elas são grandes. Todos nós nascemos grandes, mas vamos nos apequenando ao longo da vida.

OLHAI AS CRIANÇAS! CUIDEMOS DAS CRIANÇAS  E O FUTURO VAI SER MAIS FÁCIL!
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( imagem professorsandrozanon - google )

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

VALE TUDO, MENOS FALAR MAL DA MÃE!


Meninos brigavam muito na escola, nos campinhos de futebol, nas disputas de birosca (tempo bom, eu era fera na birosca), mas eu nunca fui muito de brigar não, quando muito, aconteciam uns empurrões, um “chega pra lá”, eu era no meio da molecada mais um apartador de briga do que um brigador. Só tinha uma coisa que me tirava do sério, aí sim, eu partia pra cima até de grandalhões: era alguém falar mal de minha mãe. Ah, eu não queria nem saber se eu ia apanhar, mas falar de minha mãezinha, o negócio ficava feio. É isso. Não sou tão fã do Cazuza (gosto, mas nem tanto), porém tem uma frase dele que me fez admirá-lo um pouco mais: “SÓ AS MÃES DEVIAM SER PERDOADAS”. Então é isso... perdoadas... poupadas... isentas... protegidas... compreendidas. Eu mesmo, era um “menino maluquinho”, mas tinha uma cuidado danado para não levar mais problemas para ela. Nos últimos anos, uns três anos antes de partir para o andar de cima, disse uma frase, entre tantas ao longo da vida, que nunca mais vou esquecer: “Eu rezo para todos os meus filhos e filhas, mas para o Carlos eu rezo mais”. É... a mãe sabe quem precisa mais. Tenho certeza de que num domingo de manhã, foi ela quem colocou o lençol sobre mim, mesmo ela estando em coma induzido e a mais de 600 kms daqui. Em todos os sonhos que tive, ela está sempre sorrindo, com o semblante de paz que sempre teve.