ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 23 de junho de 2017

A MIRAGEM.


Havia pouca luz no local, mal distinguia o ambiente em que eu estava: era meu quarto?... um bosque?... um pântano?... uma montanha?... ou mesmo uma rua escura qualquer? Um beco? Um labirinto? Não havia bichos, não havia ninguém, só eu naquele cenário, nem mesmo sons, nem vento. Nem sol, nem lua. Era como se eu estivesse num imenso vácuo. Só sei que não sei por quanto tempo eu estava ali, podiam ser minutos, horas, meses ou anos, minha mente estava tão sombria quanto o lugar. Também nada doía, afinal, nada sentia, apenas me intrigava a imagem que eu vi, ou quase vi, pois não consegui definir nem mesmo os contornos, a forma daquela sombra que passava ali. Por ora tive sensações, impressões, minha respiração acelerou, meu coração disparou quando tentou se aproximar de mim, mas me afastei arredio, aí sim, tive um pouco de medo mesmo sem motivo aparente, deve ser porque era algo estranho para mim. Fechei os olhos por segundos e abri para ver se conseguia focar no que via. Nada feito, parece que ficou ainda mais confusa a imagem, parece que meu ato de fechar os olhos a fez se desistir de se apresentar a mim... e foi se afastando... afastando, até quase sumir. Devagar, e sempre muito confuso, eu também dei de ombros, e quando estava a uma média distância, olhei para trás, e num flash foi quando consegui definir a imagem: a miragem que eu vi era a miragem do amor. Tentei acenar, pedindo que voltasse, mas a essa altura já se perdia na curva do tempo. Tudo bem, perdeu-se na curva do tempo, mas deixou a sensação de que poderá um dia voltar, e eu sei que o tempo é um círculo, ou um ciclo, e tudo pode acontecer a quem crê, quem sabe nesse dia estarei mais atento, menos arredio, e aquele flash vira luz permanente resplandecendo no meu olhar.
=
 

( google )

5 comentários:

Ivone disse...

Que lindo, seu texto me faz lembrar de sonhos literalmente sonhados, quando estamos dormindo.
Quase sempre sonho com lugares, pessoas, sensações e quando quero definir onde me encontro, o que vejo, acordo e tento lembrar de tudo e me passam na mente somente fleches!
O amor, ah, sempre está presente, as vezes parece que foge,mas não!
Amei ler aqui, também estava com saudade de você meu amigo poeta pisciano sensível!
Abraços apertados!😗

✿ chica disse...

UAU!!Que intensidade...Foi nun crescente e explode quando aparece a tua visão;Viste o amor! LINDO demais.Adorei! abração,chica

Cidália Ferreira disse...

Adorei o texto!

Bom fim de semana.
Beijinhos

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Carlos,quantos sonhos nos parecem miragens e são verdadeiros e isso é muito bom principalmente se for um sonho voltado para o amor.
Lindo Texto.
Bjs,obrigada pela visita e um ótimo final de semana.
Carmen Lúcia.

Andre Mansim disse...

Carlinhos, que texto bacana meu amigo.
Me senti vendo a mesma miragem, ou vivendo a mesma fantasia.
Sabe, uma vez eu ví uma coisa estranha no céu, eu imagino ser um ovni, mas não posso provar...

Gostei de vir aqui!

Um abraço!